Fotovoltaicamente Sustentável - FACPED
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Fotovoltaicamente Sustentável

Fóruns em todos os recantos desse planeta, de uma população de mais de 7 bilhões de habitantes debatem com frequência a questão da sustentabilidade ambiental, notadamente do uso correto dos recursos naturais, no olhar de sua preservação para gerações futuras.

No bojo das discussões, reside a temática ligada à produção de energia, elemento vetor da degradação ambiental, que em contra partida, se situa na base da evolução tecnológica humana.

Num espaço sideral ainda que tem muito a se conhecer, nosso planeta utiliza de forma majoritária, fontes energéticas primárias não renováveis, em particular, os chamados combustíveis fósseis (assim formados através processo naturais a base da decomposição de organismos mortos, soterrados com alta concentração de carbono) como atesta os números indicadores do Balanço Energético Nacional de 2016 (ano base 2015), 31% de petróleo, 28,9% de carvão mineral e 21,4% de gás natural.

Dessa forma, fica fácil entender a razão da elevação da temperatura do planeta e das mudanças climáticas em todo o globo.

As grandes quantidades de CO2 jogadas na atmosfera e outros gases relacionados ao efeito estufa.

A vida na Terra depende do equilíbrio, de alternativas e da racionalização do uso desses recursos naturais.

Ao mesmo tempo em que o homem precisa de energia elétrica para o seu desenvolvimento, ele precisa encontrar formas para que essa geração não degrade o meio ambiente, buscando alternativas para minimizar os impactos e garantir o fornecimento adequado de energia a toda população.

Alternativas são encontradas, para que se permita um desenvolvimento sustentável da vida em nosso planeta e uma destas, passa pela tecnologia dos sistemas solares fotovoltaicos, trata-se de uma excelente alternativa para a produção de energia elétrica, propondo através do uso de uma tecnologia diferenciada, a minimização dos impactos à natureza e diversos benefícios socioambientais para o mundo.

O aproveitamento da energia gerada pelo Sol, inesgotável na escala terrestre de tempo, tanto como fonte de calor quanto de luz, é hoje, uma das alternativas energéticas mais promissoras para enfrentar os desafios do novo milênio.

Segundo o estudo do Plano Nacional de Energia 2030, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a irradiação solar incidente por ano na superfície da Terra é suficiente para atender 10.000 vezes o consumo anual de energia do mundo.

Energia solar é a designação dada a qualquer tipo de captação de energia luminosa proveniente do Sol, e posterior transformação dessa energia captada em alguma forma utilizável pelo homem, seja diretamente para aquecimento de água ou para produção de energia elétrica ou mecânica, utilizando módulos fotovoltaicos.

Os módulos solares fotovoltaicos são dispositivos semicondutores que por meio de uma diferença de potencial elétrico, gerada por ação da luz, absorvem a energia e fazem a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas, gerando uma corrente elétrica.

Em virtude da tecnologia fotovoltaica representar uma fonte silenciosa, não poluente e renovável de energia elétrica, com a possibilidade de geração de energia de forma distribuída diferente das fontes de base fóssil, o emprego desse sistema de energia tem se mostrado viável e encontra-se em crescente expansão no Brasil e no mundo.

Em um cenário moderado, da Agência Internacional de Energia (IEA), a energia solar poderia responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050, algo próximo de 5.000 TWh.

A área coberta pelas instalações seria de 8 mil km² (300 W/m² e FC de 25%), equivalente a um quadrado de 90 km de lado.

Os cinco primeiros países em potência instalada respondem por 68% do total mundial. Em 2015, a China (1º) e os Estados Unidos (2º) superaram a Alemanha na geração.

Em 2018, o Brasil deverá estar entre os 20 países maiores geradores de energia solar, ao se considerar a operação da potência já contratada, de 2,6 GW.

Em Julho de 2016, o Brasil contava com 51,1 MW de potência instalada de geração solar, correspondentes a 3.851 instalações.

Em oito meses o número de instalações triplicou no Brasil.

O Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2024, estima que a capacidade instalada de geração solar chegue a 8.300 MW em 2024, sendo 7.000 MW de geração centralizada e 1.300 MW de geração distribuída.

A proporção da geração solar chegará a 1% da total. Em razão do forte crescimento das instalações distribuídas, o atual ciclo do PDE 2025 amplia as metas para esta modalidade, podendo passar de 5.000 MW ao final do período do estudo.

Os estudos do Plano Nacional de Energia – PNE 2050, em elaboração pela Empresa de Pesquisa Energética, estimam que 18% dos domicílios de 2050 contarão com geração fotovoltaica (13% do consumo residencial).

No aquecimento de água, a previsão é que 20% dos domicílios detenham coletores.

O potencial brasileiro para energia solar é enorme.

A Região Nordeste apresenta os maiores valores de irradiação solar global, com a maior média e a menor variabilidade anual entre todas as regiões geográficas.

Os valores máximos de irradiação solar no país são observados na região central da Bahia (6,5kWh/m²/dia), incluindo, parcialmente, o noroeste de Minas Gerais.

Há, durante todo o ano, condições climáticas que conferem um regime estável de baixa nebulosidade e alta incidência de irradiação solar para essa região semiárida.

A energia solar é livre de carbono e, portanto, contribui para a redução de emissões de CO2 na natureza, pelo uso de energia.

A geração solar centralizada é complementar à hídrica e deve ser considerada junto com a operação dos reservatórios no processo de variações do armazenamento de energia na forma de estoque de água.

As maiores irradiações solares no Brasil estão em áreas de baixo desenvolvimento econômico, em que o uso da terra e os impostos arrecadados podem contribuir para o desenvolvimento local.

A instalação de painéis FV com alturas acima de 2 m pode criar condições favoráveis ao cultivo de hortaliças e legumes.

Isso posto, procuramos mostrar que alternativas existem e são bastantes viáveis economicamente para serem implementadas de forma perene.

A questão da vida na Terra não pode esperar seus indicativos já são bastante claros de que temos que adotar ações de forma imediata para que as próximas gerações não sofram as intempéries que a natureza sinaliza, até porque vivemos num planeta, em que podemos afirmar: Planeta Terra lotação esgotada, recursos e alternativas existem, inclusive FOTOVOLTAICAMENTE SUSTENTÁVEL.

Por Prof. Célio Fialho

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