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2017.2 Nº4 (28/08 a 01/09): Se você tiver estas habilidades, robôs não vão roubar seu emprego

Tem medo de perder seu emprego para um robô? Não se desespere, os humanos têm, sim, vantagens competitivas, confira

Robô: como competir com eles no mercado (Paul Hanna/Reuters)

São Paulo – O receio do impacto da automatização no mercado de trabalho é tão grande que já há até um site que mostra qual a probabilidade de um robô roubar o seu emprego de acordo com a profissão que você tem.

Se você trabalha com telemarketing, por exemplo, a chance de ter seu posto de trabalho preenchido por uma máquina em futuro próximo é de 99%, segundo o site “Will robots take my job?” (os robôs vão roubar o meu emprego?).

Desde o boom da internet nos anos 1990, pesquisadores e especialistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology), uma das instituições de ensino e pesquisa mais bem conceituadas do planeta, tentam prever o rumo e o impacto das transformações tecnológicas na vida e no trabalho dos humanos. Mas, se há alguma certeza e a de que tudo é incerto.

“A gente parte do pressuposto de que não temos noção do grau de transformações que vamos ter”, diz Maria Alice Frontini, presidente da MIT Sloan Club do Brasil, o clube dos ex-alunos brasileiros da instituição. No começo deste mês, Maria Alice, participou do Empower Summit, realizado pela consultoria Empodere-se, e falou justamente sobre as habilidades necessárias aos profissionais do futuro.

O pior dos mundos para um profissional, diz ela, é achar que ele sabe tudo. Confira as habilidades que, segundo Maria Alice e também Gabriel Coelho, fundador e CEO da Empodere-se, tornam um profissional insubstituível por  máquina.

Aprendizado contínuo

Nesse grau de incerteza, os estudos do MIT, diz Maria Alice, apontam para a capacidade de aprendizado contínuo como habilidade fundamental.  Uma pesquisa recente realizada pelo ManpowerGroup vai na mesma linha e conclui que é a continuidade da aprendizagem a chave da empregabilidade.

Por isso, funções que demandam tarefas repetitivas que pouco ou nada mudam são as mais ameaçadas pela inteligência artificial. “Tudo o que tiver um histórico que permita a criação de padrões é passível de ser substituído por robô”, diz Gabriel Coelho, da Empodere-se.

Resolução de problemas complexos

Enxergar que há algo que não vai bem, investigar qual é o problema e então trabalhar na sua solução é um ponto forte dos humanos em relação aos robôs, segundos os entrevistados.

A nós restarão os problemas mais complexos para resolver, aqueles que demandam a mais alta capacidade analítica, tendo em vista de que a lógica básica pode (e vai) ficar a cargo das máquinas, segundo a presidente do MIT Sloan Club do Brasil.

Mais do que ameaça aos pontos de trabalho, os robôs são nossos aliados na busca do aumento da produtividade, segundo os dois entrevistados. Como também já afirmou a presidente da Microsoft no Brasil,  Paula Bellizia, em artigo no LinkedIn,  espera-se a integração entre humanos e máquinas e não desemprego em grande escala.

Habilidades sociais

A conclusão dos pesquisadores do MIT, Andrew McAfee e Erik Brynjolfsson, é a de que não é a criatividade e, sim, as chamadas habilidades sociais que vão compor o papel humano no trabalho frente à inteligência artificial e machine learning.

No estudo, eles provam com exemplos de aplicação na área de design de produtos, que as máquinas podem até ser melhores do que humanos para criar coisas novas e, assim, derrubam por terra a ideia de que a criatividade é o grande trunfo humano.

A nossa vantagem competitiva em relação às máquinas está, na verdade, intimamente ligada à nossa capacidade de relacionamento interpessoal e de trabalho em equipe. Você já viu um robô emotivo e/ou com traquejo social?

São as emoções que nos diferenciam e Deb Roy,  também pesquisador do MIT, lista a compaixão, orgulho, vergonha, inveja, justiça e solidariedade como exemplos de características exclusivamente humanas. A consciência social, uma das vertentes da inteligência emocional, é justamente a habilidade de fazer a leitura desses sentimentos não só em si mesmo, mas nos outros.

É inegável que líderes que têm essa consciência conseguem tirar o melhor da equipe. Nesse contexto, Coelho cita a empatia. De acordo com ele, é fundamental na resolução de problemas entender quem são os envolvidos na questão e como eles se sentem em relação a isso.

Fonte: Exames - http://exame.abril.com.br/carreira/se-voce-tiver-estas-habilidades-robos-nao-vao-roubar-seu-emprego/

3 Comentários

  1. Samuel Matos disse:

    A tendencia é que os sistemas computadorizados consigam processar mais informações com a chegada dos computadores quânticos, quando os dados passarem a ser compostos de qubits ( bit quântico) as interpretações de resultados e analise de dados do processamento pelos computadores vão ser tão variáveis e abrangentes que vão beirar a criatividade, nesse ponto concordo com o texto e coloco uma observação quando falam que nossa vantagem competitiva está ligada à nossa capacidade de relacionamento interpessoal e de trabalho em equipe, como podemos ver através da analise de textos que falam sobre a “sociedade liquida” nossa tendencia comportamental é a de sermos mais flexíveis no modo como nos conectamos a outras pessoas, isso facilita que possamos estabelecer tais conexões e mais ainda rompe-las caso seja necessário, para mim a impressão que dá é que estamos ou não estamos com alguém , somos ou não somos aliados , queremos ou não queremos algo e assim vamos tomando nossas decisões ,por isso considero esse raciocínio algo quase binário ( dados positivos ou negativos , 0 ou 1) nos tornando mais computadorizados do que humanos. A empatia humana sim é algo que considero um tremendo diferencial entre humanos e máquinas , valorizar essa característica dentro dos modelos de gestão e organizacionais na minha opinião sempre será algo que vai gerar fatores positivos no quesito empregabilidade.

  2. Pablo Diego disse:

    Em meu modesto comentário, penso e a partir de outras pesquisas relacionadas; o robô ele foi criado com o propósito de serventia, como os “Vassalos” como os da idade média, servir ao ser humano ( suserano). Só que com o passar dos tempos, principalmente no fim do século XX, os robôs estavam e estão, e estarão sendo produzidos com intuito de substituir o ser humano. Principalmente a classe operária das profissões. É dado a robôs por meio de inteligência artificial sentimentos, e ações pré-designadas, para que ele as exerça. E mesmo com o temos de atual e tecnológico na programação de inteligência artificial, não é possível um robô substituir um humano na tomada de decisão. Eles não possuem capacidade de assimilar informações e rateá-las e tomar uma decisão plena. Se termos a oportunidade de ter eles em nosso benefício, vamos usá-los para nossa própria vantagem e não pra retirar empregado dos da nossa espécie.

    • Pablo Diego disse:

      Refletindo no atual processo operacional dê determinadas funções, lanço a reflexão e atentamento ao trabalho de modo Robótico, onde no século XX, foi decisivo para a alteração do mecanismo de produção. O taylorismo ou fordismo, em grande medida, acabou gerando a perda da inovação, da criatividade, o que, num mundo tecnológico, é uma coisa negativa.
      Por isso, se o próprio indivíduo fizer as coisas de modo automático, robótico , isso levará a um processo de alienação, isto é, de perda de si mesmo. A expressão de Marx, o trabalho alienado é aquele que eu faço e que não pertence a mim e eu também não pertenço a ele. Nem o que eu faço é minha propriedade, nem Eu sou propriedade de mim mesmo. O trabalho alienado, segundo Marx, é aquele estranho a mim.
      Alguns até poderiam dizer que “seria muito bom se o trabalhador fosse obediente, servil, não pensasse, apenas executasse”. Esse tipo de raciocínio não cabe mais nos tempos atuais, porque uma pessoa com essa condição pode ser pouco produtiva, já que não tem iniciativa, autonomia ou criatividade, portanto, pode ser substituída por um robô. É a palavra “robô” vem do tcheco “robota”, que significa “escravo”, aquele que faz que lhe é ordenado.
      Portanto, o valor organizacional: uma pessoa consciente das razões pelas quais faz aquilo que faz é muito mais eficaz.

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