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Nota foi reduzida para BB, com recessão mais profunda que a esperada.
Agência cita ‘ambiente político muito desafiador’.

A agência de classificação de risco Fitch voltou a rebaixar a nota de crédito do Brasil, nesta quinta-feira (5). A nota foi reduzida de BB+ para BB. Foi o segundo rebaixamento da nota pela agência em seis meses: em 16 dezembro, o rating do país já havia sido reduzido de BBB- para BB+, quando o país perdeu o grau de investimento pela agência.

Com a decisão, a nota do Brasil pela Fitch se iguala à dada pelas outras duas grandes agências de classificação de risco – dois degraus abaixo do grau de investimento. A agência também manteve a perspectiva negativa, indicando que novos rebaixamentos podem ser feitos.

Em nota, a Fitch afirma que a redução da nota do Brasil reflete a contração econômica mais profunda que a antecipada, o fracasso do governo em estabilizar as perspectivas para as finanças públicas e as incertezas políticas que prejudicam a confiança doméstica e reduzem a governabilidade, assim como a eficiência política.

“As perspectivas de crescimento de curto prazo continuaram a se enfraquecer desde o rebaixamento do Brasil para BB+ em dezembro de 2015. A agência agora prevê que o crescimento ficará em -3,8%% em 2016 e em 0,5% em 2017, abaixo da previsão feita em dezembro, de -2,5% e 1,2%, respectivamente”, diz a Fitch em nota.

Classificação das agências de risco - rating - nota de crédito (Foto: Editoria de Arte/G1)

Ambiente político desafiador
A Fitch afirma, no comunicado, que o Brasil continua a enfrentar um “ambiente político muito desafiador”.

“A baixa popularidade da presidente, o crescente alcance das investigações de corrupção da Lava Jato, protestos nas ruas e o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff contaminaram o ambiente político”.

A agência vê ainda que uma possível transição poderá representar uma oportunidade nova para ajustes e reformas econômicas, mas que permanecerão riscos de implementação.

“Uma recessão longa e profunda, acompanhada por uma taxa de desemprego crescente e a incerteza em relação à força e estabilidade da coalizão de governo estressam os desafios que um potencial governo Temer poderá confrontar”, diz o texto.

histórico das notas de crédito do Brasil nas agências de classificação de risco (Foto: Editoria de Arte/G1)

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